sábado, 24 de setembro de 2011

Sensação de Inadequação

Depois de um hiato (até grande demais pra mim) na minha costumeira vida de Oração-Jejum-Palavra, voltei - graças a Deus - a buscar como preciso buscar. Pela responsabilidade que tenho como levita, formadora de opinião e, sobretudo, uma ativista pró-evangelho e combatente espiritual, é óbvio que preciso dedicar um tempo extra-normal para atvidades que exercitem meu espírito e me torne mais sensível para receber o que vem de cima.

Um hiato de mais de um ano. Desde que conheci meu esposo, em Janeiro de 2010, fiquei como todo apaixonado fica: nas núvens. Foi um tempo necessário para nós dois e, engraçado, nós dois diminuimos nossos ritmos e agora, juntos, estamos voltando ao nosso ritmo de antes. Eclesiastes 3. Tempo. Dispensação. Quando então, estamos orando, lendo, jejuando com uma certa frequência começamos a desenvolver o que eu chamo de Sensação de Inadequação. Tudo o que é estrando à Palavra passa a ser reconhecido pelo seu espírito como "estranho", "equívoco". Logo, você passa a estranhar suas próprias atitudes "estranhas e equivocadas"; Logo, passa a se achar um palito fora da caixa, estando cercado de pessoas e convivendo em plena atividade com o sistema de regras ditado pelo deus deste século. Esse sistema está em tudo. Igreja, família, casamento, relacionamentos, negócios, futuro, dinheiro. Para toda área de atuação humana, Satanás tem um código de regras que nem sempre percebemos. Tudo para roubar nosso tempo, nosso temor a Deus, nossas convicções, nossa paz, nossa segurança, nossa serenidade, etc. A "cultura do equívoco moral" passa a fazer parte da sua vida sutilmente através de todo meio de comunicação e das tribos sociais. Eu mesma, absorvo rápido a linguagem e os hábitos de alguém que passo a conviver. Imagina como é difícil estar no trabalho, na faculdade/escola, saindo todos os dias e estando expostos aos out-doors, músicas, teledramaturgias em geral, e não absorver a cultura espalhada pelo nosso acusador.

Que cultura é essa?

Cultura das meias-verdades;
Cultura do ativismo exagerado;

Cultura do relativismo ( cada um tem a sua verdade);

Cultura da diversidade sexual;

Cultura do racionalismo ( até o que é sobrenatural tem que ser explicado racionalmente);
Cultura do "sou humano, não consigo ser perfeito";
Etc.

Quando falo de meia verdade refiro-me ao hábito de esconder a verdade integral pra se dar bem, ou pra se livrar de uma confusão instalada pelo impulso humano. Quando falo e ativismo exagerado falo do excesso de compromisso que chega a comprometer as necessidades essenciais e vitais do homem. Quando falo de relativismo, estou lembrando de gente que justifica suas atitudes baseadas em sua própria verdade e interpretação ao invés de julgá-las de acordo coma verdade da Palavra e sua pura interpretação. Quando falo de diversidade sexual você já entende o que quero denunciar e ainda acrescento de pessoas que não chegam a praticar mas hospedam em sua mente os mais obscenos desejos, incluindo parceiros extra-conjugais. Quando escrevo racionalismo, aponto para quem acha que Deus tem a obrigação de explicar tudo que Ele fez e faz de forma racional - isso é enganar a si mesmo. Andar com Deus é saber andar na estrada invisível da fé e confiar na personalidade de Deus mesmo sabendo que Ele têm segredos. O Governo de Deus, me desculpe, é Teocrático - não democrático. Não existe democracia no céu, nem no Reino de Deus. Existe justiça, paz e alegria de espírito, mas o povo não manda, só obedece. Isso dói pra o orgulhoso e independente ser humano. Isso doeu em Lúcifer. E deu no que deu.Quando citei o trecho da belíssima música de Anderson Freire, interpretada pela Bruna Carla, não critico a expressão nem a canção ( que por sinal já até presenteei este CD ), mas discordo da educação que a frase pode proporcionar. A educação da imperfeição. Somos imperfeitos buscando a perfeição e não fracassados e vencidos pela IMpossibilidade da perfeição.


Bem, me sinto inadequada. Às vezes, cansada até. Mas o Reino de Deus é tomado a força. Não é fácil ser cristão. Me isolo como forma de proteger e me fortalecer quando estiver exposta.Veja que expressão linda abaixo:

"Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado; Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda, por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros; como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, e eis que vivemos; como castigados, e não mortos; como entristecidos, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo." 2 Co 6.3-10.

Só podia ser do Apóstolo Paulo. É um tipico caso de inadequação. A antítese usada por Paulo nestes versos é uma prova viva do paradoxo que ele vivia por não ser compreendido e aceito pelo sistema cultural de sua época. Mas ele também vomitava o sistema. Então estavam quites.

Eu também estou quite.

Saudade de Vocês.

Sarah.

2 comentários:

Lytinha NascimentO disse...

MandOu bem Sarah

jlcolli disse...

Ler seu texto me fez bem!

Joab Barros