quinta-feira, 9 de agosto de 2012

CD Novidade - Contagem Regressiva


Estava ansiando o momento mais apropriado para falar do CD NOVIDADE.

Bem, como é sabido de todos que me acompanham, não lanço CD todo ano. Lanço um trabalho novo quando sei que chegou a hora. Sou assim desde sempre.




Em setembro de 2011, Deus me deu a música Novidade enquanto me arrumava para cumprir mais uma agenda. Quando cantei a canção para meu esposo, Davi, ele amou e se emocionou. Desliguei-me do mundo a partir de então e passei a sentir o cheiro de novidade, sonhar com novidade, pensar em novidade, falar em novidade....ah! como é bom a perspectiva de uma novidade. Andar com Deus é viver assim pelo fato do nosso Deus ser generoso em "lançar" e cumprir promessas a começar pela salvação.

Algo curioso é que nas minhas considerações no encarte do CD EU FAÇO PARTE DOS 7 MIL lançado em 2009, eu termino com a frase: vem novidade do céu por aí! Eu nem imaginava que o título do proximo álbum seria "Novidade".

Voltando a falar sobre a minha "dispensação" desde que escrevi a música carro-chefe do novo trabalho, observei que essa coisa de sentir o cheiro da novidade, pensar na novidade, etc. gera muita ansiedade, medo, solidão, mas também cria dentro da gente uma extrema busca pelo Sagrado, uma vez que cabe ao nosso Deus nos colocar diante dos gigantes a serem enfrentados, diante das armas que serão usadas e da unção a ser conquistada. Muita dependência a Deus é essencial para atravessar a jornada da espera.

Gosto de viver intensamente os momentos de Deus pra minha vida. Isso é ótimo, pena que a maioria das pessoas não entende o momento que estão vivendo e entram em desarmonia como o Kairós de Deus, então choram além da  medida, sofrem além da medida e fazem as piores escolhas e o pior, expoem seus fracassos antes mesmo de experimentar a próxima etapa, a etapa da resposta, da novidade de Deus.

Em músicas como "Isaías 51.2.", "Nunca Mais", "Movimenta as Águas" dá pra perceber a íntima e estreita relação entre desejo humano de ser atendido e o desejo Divino de atender. Na música "Novidade" a sensação é de SENTIR que a vitória está há pouquíssimos quilômetros, ou metros, ou centímetros, quem sabe...Na música "Eu Creio em Deus" em mando uma mensagem àqueles que fizeram da razão o seu "Deus" e abriram mão do sobrenatural - infelizmente! Quem abre mão do sobrenatural vai viver o resto da vida frustrado porque a ciência é limitada, por isso frustra. A religião também frustra. Os homens frustram. Deus não! Ele sempre promete novidade. E cumpre...pra quem consegue esperar.

Tem a música "Me Escolheu" que é fruto de quando percebi o quanto posso ser mutável, falha, inconstante, medrosa...todo Elias um dia descobre que não é melhor que seus ancestrais e, nessa descoberta ele também descobre que Deus o escolheu mesmo sabendo de todas as suas limitações e isso é curador. "Voltando Pra Sarça" é uma canção pra guerreiros que cansaram de batalhas sangrentas; conquistaram coisas grandiosas e precisam de óleo novo. A gente precisa parar de vez em quando. E parar, no século XXI, é pra gente autêntica, gente de coragem!

Queria compartilhar essas "pessoalidades" com vocês. Amo tudo isso. O CD chega em setembro, de acordo com a previsão da fábrica. Até lá, orem comigo pra que a vontade de Deus seja efetivada em mais esta dispensação das nossas vidas. Tudo que vivi está lá - nas minhas canções - conforme a graça que foi dada.

É de coração.

Com amor,

Sarah

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Rio + 20 - Um Carnaval Filosófico





Só podia ser no Brasil. O país do carnaval, das obras atrasadas da Copa do Mundo 2014, do mensalão, das "cachoeiras" de corrupção, das CPIs que terminam em pizza. Mas até que o carnaval é organizadissimo, convenhamos!...e tem um objetivo nítido: Levar um país continental, de quase 190 milhoes de habitantes, inteiro, a alienação dos valores morais durante cinco dias consecutivos! E aproveitando o momento, a abertura da Copa 2014, vocês esperam aquelas coreografias imponentes, nobres que elevam a nossa dignidade humana? Se eu não estiver enganada ( e como quero estar!) vai ser uma coisa bem carnavalesca, com o belo Hino Nacional mal interpretado (quem não lembra da Elza Soares estragando nosso hino no Pan Americano 2007? )

E a Rio + 20, me diga, a que veio, pelo amor de Deus?

Não é do meu feitio criticar meu estado, meu país, minha cidade. Nesta postagem porém, fugirei à regra e não vou economizar críticas, até porque elas serão direcionadas não somente à equivocada realização da bem intecionada Rio + 20, mas também aos lideres mundiais que se deram ao trabalho de vir aqui  e expôr a falta de influencia real, capacidade de ação e articulação, falta de pensamento próprio e presença de espírito que eles têm - um fiasco internacional. Que vexame pra presidenta Dilma, a única que ainda foi mais contundente e demonstrou uma sincera preocupação e vontade de resolver os problemas ambientais atuais. O resto foi só intrigas políticas, religiosas e propaganda!

O texto final da Rio + 20 está sendo criticado mundialmente, inclusive pelo Greenpeace que chegou a chamar  a conferência de "Rio -20".

Minha inquietação no meio de tudo isso é a mesma que me acomete quando vejo as intermináveis reuniões dos lideres europeus para resolver a crise financeira  de seus países; quando vejo noticiários a respeito dos conflitos do mundo árabe mais recentes, a chamada e falida "Primavera Árabe"; sabe qual inquietação? constatar que nossos países estão nas mãos de gente sem ideal próprio, sem pensamento próprio, sem sonho, sem vontade, sem nada!

Gente sem nada. Pessoas erradas nos lugares certos.

 Já foi a época dos Martin Luther Kings, Winston Churchill, Martinho Lutero, Mahatma Ghandi (como lider político não religioso), pessoas, cuja presença e pensamentos foram determinantes em tempos de crise e pertubação social, ou seja, estamos nas mãos de fantoches que não têm vida própria, mais preocupados com seus partidos políticos e em sair " na foto ". Lideres sem liderança, sem discurso real que contagia e traz a solução comum. Estamos sendo guiados por cegos, sem visão universal. Inclusive, vale registrar o que ouvi de um comentarista, que teve saudade do poder de decisão que os Estados Unidos tinham no passado, mesmo sendo autoritários e insensíveis a outros países, eles conseguiam chegar a um acordo e executar, claro não em questões ambientais. Apenas pra dar um exemplo de liderança efetiva. Hoje os EUA não decidem nada sozinhos, o que é bom e mais justo, no entanto, mais vulnerável quando estamos em um mundo sem lideres emblemáticos, resolutos e motivadores, pricipalmente nos países emergentes como é o caso do Brasil.

Finalizo com as palavras do jornalista da CBN Sérgio Besserman:

 " Atualmente as lideranças políticas são impotentes e profissionalmente dedicadas a ganhar eleições, mas não a colocar os olhos no futuro e a nos dar o direito de sonhar e mudar".

Evangélica sim, e pensante também, por que não?

Sarah.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A Blasfêmia da Música "Hallellujah" Interpretada por Jota A no Raul Gil



Confesso que me surpreendi quando fui pesquisar a origem da música Hallellujah quando pretendia incluí-la no meu repertório de covers para eventos ao vivo de 2012. Ainda bem que tive esta precaução, caso contrário, passaria um grande vexame e estaria participando ingenuamente da profanação criada por Leonard Cohen, escritor canadense de 78 anos, hoje convertido ao budismo e consagrado a monge.

Tirando a letra, uma bela combinação de acordes perfeitos que emocionam qualquer humano sensível à música. Uma cilada - das grandes! Creio que os próprios artistas mirins que a interpretaram no Raul Gil , o fizeram na inocência. Vale lembrar que esta música também está na trilha sonora de Shrek 1..aff!

O que estaria passando pela cabeça desta criatura quando compôs estes versos que zombam da queda do Rei Davi? Vejam a tradução abaixo:

Aleluia

Eu ouvi que havia um acorde secreto
Que Davi tocou e louvou ao Senhor
Mas você não se interessa mesmo por música, não é?
É assim - a quarta, a quinta
A menor cai, a maior ascende
O rei perplexo compondo aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.

Sua fé era forte, mas você precisou de provas

Você a viu se banhando do telhado

A beleza dela sob a luz do luar te arruinou

Ela te amarrou numa cadeira da cozinha

Ela destruiu seu trono, cortou teu cabelo

E dos seus lábios ela extraiu a aleluia


Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.

Talvez eu já tenha estado aqui antes
Eu conheço este quarto, eu andei neste chão,
Eu costumava viver sozinho antes de conhecer você.
Eu vi sua bandeira no arco de mármore
O amor não é uma marcha vitoriosa
É um frio e triste aleluia

Aleluia, aleluia, o aleluia, aleluia.

Houve uma época em que você me deixou saber
O que realmente contecia lá embaixo
Mas agora você nunca me mostra isso, não é?
E lembra de quando eu me aproximei de você
A escuridão sagrada foi junto também

E cada suspiro que déssemos era aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, o aleluia.

Talvez lá haja um Deus acima
E tudo que eu sempre aprendi sobre o amor
Foi como atirar em alguém que te desarmou
E isso não é um choro que você pode ouvir à noite
Não é alguém que vê a luz
É um frio e triste aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia,
Aleluia


Sangue de Jesus tem Poder!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Os "DESIGREJADOS"


Por Davi Marau
 

                        Inspirado no cristianismo primitivo e conectado à internet, um grupo crescente de religiosos critica a corrupção neopentecostal e tenta recriar o protestantismo à brasileira. Os teólogos ortodoxos os chamam de: “Os desigrejados”.
                        Como é notório a todos, nos últimos anos a igreja tem sofrido com alguns líderes que têm ensinado uma teologia estranha e perigosa, influenciando assim a população mundial, inclusive os próprios fiéis a caminharem a passos largos do verdadeiro evangelho bíblico e genuíno. Para piorar a situação, com o surgimento de milhares de denominações evangélicas, o poderio apostólico de igrejas e seitas neopentecostais, a institucionalização e secularização das denominações históricas, a profissionalização do ministério pastoral, a busca de diplomas teológicos reconhecidos pelo Estado, a variedade infindável de métodos de crescimento de igrejas e de sucesso pastoral, os escândalos ocorridos nas igrejas, a falta de crescimento das igrejas tradicionais e pentecostais, o fracasso das igrejas emergentes – tudo isso tem levado muitos a se desencantarem com a igreja institucional e organizada. Alguns simplesmente abandonaram a igreja e a fé, mas outros querem apenas abandonar a igreja e manter a fé. Querem ser cristãos, mas sem a igreja. Muitos estão apenas decepcionados com a igreja institucional e tentam continuar a ser cristãos sem pertencer ou frequentar nenhuma comunidade. Todavia, existem aqueles que, além de não mais frequentarem a igreja, tomaram esta bandeira e passaram a defender abertamente o fracasso total da igreja organizada, e a necessidade de um cristianismo “desigrejado”, ou seja, de sair da igreja para poder encontrar com Deus. Essas ideias vêm sendo veiculadas através de livros, palestras e da mídia. Viraram um movimento que cresce a cada dia. São os “desigrejados”.
                        Apenas a título de informação, estima-se, atualmente, que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase a curas e milagres. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer em Cristo. A marca dessas igrejas é a “teologia da prosperidade”. Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.
Em linhas gerais, “os desigrejados” defendem os seguintes pontos:
1. Cristo não deixou nenhuma forma de igreja organizada e institucional;
2. Já nos primeiros séculos, os cristãos se afastaram dos ensinos de Jesus, organizando o corpo (a igreja) como instituição, criando estruturas, inventando ofícios para substituir os carismas (dons ou graças recebidas), elaborando hierarquias para proteger e defender a própria instituição, e eles se organizaram de tal maneira que acabaram deixando Deus de fora. Com a influência da filosofia grega na teologia e a oficialização do cristianismo pelo Império Romano, a Igreja se corrompeu completamente.
3. Apesar da Reforma ter se levantado contra essa corrupção, os protestantes e evangélicos acabaram caindo nos mesmíssimos erros, ao criarem denominações organizadas, sistemas interligados de hierarquia e processos de manutenção do sistema, como a disciplina e a exclusão dos dissidentes, e ao elaborarem confissões e declarações de fé e catecismos (instruções sobre o que é relativo às religiões) que engessaram a mensagem de Jesus e impediram o livre pensamento teológico.
4. A Igreja verdadeira não tem templos, cultos regulares aos domingos, tesouraria, hierarquia, ofícios, ofertas, dízimos, clero oficial, confissões de fé, rol de membros, propriedades, escolas e seminários.
5. De acordo com Jesus, onde estiverem dois ou três que creem Nele, ali está a igreja, pois Cristo está com eles, conforme prometeu em Mateus 18. Assim, se dois ou três amigos cristãos se encontrarem no numa sexta à noite para falar sobre as lições espirituais do filme Avatar ou O livro de Eli, por exemplo, ali é uma igreja de Cristo, não sendo necessário absolutamente mais nada, como ir ao culto dominical ou pertencer a uma comunidade organizada.
6. A igreja como organização humana, tem falhado e caído em muitos erros, pecados e escândalos e prestado um desserviço ao evangelho. É necessário sair dela para então encontrar -se com Deus.
           
                        Para mim, parece que a revolta deles não é somente contra a institucionalização da Igreja, mas contra qualquer coisa que imponha limites ou restrições a sua maneira de pensar e agir. Fico com a impressão de que eles querem se livrar da igreja para poderem ser cristãos do jeito que entenderem, acreditarem no que quiserem, sendo livres pensadores sem conclusões ou convicções definidas, fazendo o que sentem a vontade, a fim de experimentarem de tudo na vida sem receio de penalizações e correções.
                        Não quero generalizar. Existem claramente exceções ao que estou dizendo. Mas esse tipo de atitude anti-instrução, antidisciplina, antirregras, antiautoridade, antilimites de todo tipo, se encaixa perfeitamente na mentalidade secular e revolucionária de nosso tempo, que entra em algumas igrejas travestidas de cristianismo.
                        É verdade que Jesus não deixou uma igreja institucionalizada aqui neste mundo. Todavia, Ele disse algumas coisas sobre a igreja que levaram seus discípulos a se organizarem em comunidades ainda no período apostólico e muito antes do imperador romano Constantino tornar o cristianismo à religião oficial do seu Império.
                        Veremos a seguir, se ainda assim está correto abandonarmos a igreja institucional e seguirmos um cristianismo em voo solo.

1. Jesus disse aos discípulos que sua igreja seria edificada sobre a declaração de Pedro, que ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.15-19). A igreja foi fundada sobre esta pedra, que é a verdade sobre a pessoa de Jesus (cf. 1Pd 2.4-8). O que se desviar desta verdade – a divindade e exclusividade da pessoa de Cristo – não é igreja cristã. Não admira que os apóstolos estivessem prontos a rejeitar os livres pensadores de sua época, que queriam dar uma outra interpretação à pessoa e obra de Cristo diferente daquela que eles receberam do próprio Cristo. As igrejas foram instruídas pelos apóstolos a rejeitar os livres pensadores como os gnósticos e judaizantes, e libertinos desobedientes, como os seguidores de Balaão e os nicolaítas (cf. 2Jo 10; Rm 16.17; 1Co 5.11; 2Ts 3.6; 3.14; Tt 3.10; Jd 4; Ap 2.14; 2.6,15). Fica praticamente impossível nos mantermos sobre a rocha, Cristo, e sobre a tradição dos apóstolos registrada nas Escrituras, sem sermos igreja, onde somos ensinados, corrigidos, admoestados, advertidos, confirmados, e onde os que se desviam da verdade apostólica são rejeitados.

2. A declaração de Jesus acima, que a sua igreja se ergue sobre a confissão acerca de sua Pessoa, nos mostra a ligação estreita, orgânica e indissolúvel entre ele e sua igreja. Em outro lugar, ele ilustrou esta relação com a figura da videira e seus galhos (João 15). Esta união foi muito bem compreendida pelos seus discípulos, que a compararam à relação entre a cabeça e o corpo (Ef 1.22-23), a relação marido e mulher (Ef 5.22-33) e entre o edifício e a pedra sobre o qual ele se assenta (1Pd 2.4-8). Os desigrejados querem Cristo, mas não querem sua igreja. Querem o noivo, mas rejeitam sua noiva. Mas, aquilo que Deus ajuntou, não o separe o homem. Não podemos ter um sem o outro.

3. Jesus instituiu também o que chamamos de processo disciplinar, quando ensinou aos seus discípulos de que maneira deveriam proceder no caso de um irmão que caiu em pecado (Mt 18.15-20). Depois de repetidas advertências em particular, o irmão faltoso, porém endurecido, deveria ser excluído da “igreja” – pois é, Jesus usou o termo – e não deveria mais ser tratado como parte dela (Mt 18.17). Os apóstolos entenderam isto muito bem, pois encontramos em suas cartas dezenas de advertências às igrejas que eles organizaram para que se afastassem e excluíssem os que não quisessem se arrepender dos seus pecados e que não andassem de acordo com a verdade apostólica. Um bom exemplo disto é a exclusão do “irmão” imoral da igreja de Corinto (1Co 5). Não entendo como isto pode ser feito numa fraternidade informal e livre que se reúne as sextas à noite a fim de discutir assuntos culturais, onde não existe a consciência de pertencermos a um corpo que se guie conforme as regras estabelecidas por Cristo.

4. Jesus determinou que seus seguidores fizessem discípulos em todo o mundo, e que os batizassem e ensinassem a eles tudo o que ele havia mandado (Mt 28.19-20). Os discípulos entenderam isto muito bem. Eles organizaram os convertidos em igrejas, os quais eram batizados e instruídos no ensino apostólico. Eles estabeleceram líderes espirituais sobre estas igrejas, que eram responsáveis por instruir os convertidos, advertir os faltosos e cuidar dos necessitados (At 6.1-6; At 14.23). Definiram claramente o perfil destes líderes e suas funções, que iam desde o governo espiritual das comunidades até a oração pelos enfermos (1Tm 31-13; Tt 1.5-9; Tg 5.14).

5. Não demorou também para que os cristãos apostólicos elaborassem as primeiras declarações ou confissões de fé que encontramos (cf. Rm 10.9; 1Jo 4.15; At 8.36-37; Fp 2.5-11; etc.), que serviam de base para a catequese (
Explicação de doutrina social ou religiosa) e instrução dos novos convertidos, e para examinarem e rejeitarem os falsos mestres. Veja, por exemplo, João usando uma destas declarações para repelir livre-pensadores gnósticos das igrejas da Ásia (2Jo 7-10; 1Jo 4.1-3). Ainda no período apostólico já encontramos sinais de que as igrejas haviam se organizado e estruturado, tendo presbíteros, diáconos, mestres e guias, uma ordem de viúvas e ainda presbitérios (1Tm 3.1; 5.17,19; Tt 1.5; Fp 1.1; 1Tm 3.8,12; 1Tm 5.9; 1Tm 4.14). O exemplo mais antigo que temos desta organização é a reunião dos apóstolos e presbíteros em Jerusalém para tratar de um caso de doutrina – a inclusão dos gentios na igreja e as condições para que houvesse comunhão com os judeus convertidos (At 15.1-6). A decisão deste que ficou conhecido como o “concílio de Jerusalém” foi levada para ser obedecida nas demais igrejas (At 16.4), mostrando que havia desde cedo uma rede hierárquica entre as igrejas apostólicas.

6. Jesus também mandou que seus discípulos se reunissem regularmente para comer o pão e beber o vinho em memória dele (Lc 22.14-20). Os apóstolos seguiram a ordem, e reuniam-se regularmente para celebrar a Ceia (At 2.42; 20.7; 1Co 10.16). Todavia, dada à natureza da Ceia, cedo introduziram normas para a participação nela, como fica evidente no caso da igreja de Corinto (1Co 11.23-34). Não sei direito como os desigrejados celebram a Ceia, mas deve ser difícil fazer isto sem que estejamos na companhia de irmãos que partilham da mesma fé e que crêem a mesma coisa sobre o Senhor.

                        Resumindo: é curioso que a passagem predileta dos “desigrejados” – “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20) – foi proferida por Jesus no contexto da igreja organizada. Estes dois ou três que ele menciona são os dois ou três que vão tentar ganhar o irmão faltoso e reconduzi-lo à comunhão da igreja (Mt 18.16). Ou seja, são os dois ou três que estão agindo para preservar a pureza da igreja como corpo, e não dois ou três que se separam dos demais e resolvem fazer sua própria igrejinha informal ou seguir carreira solo como cristãos.
                        A minha conclusão é esta: que muito antes do período pós-apostólico, da intrusão da filosofia grega na teologia da Igreja e do decreto de Constantino – os três marcos que, segundo os “desigrejados”, são responsáveis pela corrupção da igreja institucional – a igreja de Cristo já estava organizada, com seus ofícios, hierarquia, sistema disciplinar, funcionamento regular, credos e confissões. A ponto de Paulo se referir a ela como “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3.15) e o autor de Hebreus repreender os que deixavam de se congregar com os demais cristãos (Hb 10.25). O livro de Atos faz diversas menções das “igrejas”, referindo-se a elas como corpos definidos e organizados nas cidades (cf. At 15.41; 16.5; veja também Rm 16.4,16; 1Co 7.17; 11.16; 14.33; 16.1; etc. – a relação é muito grande). Acho que eles querem mesmo é liberdade para serem cristãos do jeito deles, acreditar no que quiserem e viver do jeito que acham correto, sem ter que prestar contas a ninguém.
                        Apesar das limitações da Igreja, precisamos uns dos outros, precisamos da pregação da Palavra, da disciplina e das ordenanças (batismo e santa ceia), da comunhão com os irmãos e dos cultos regulares. É sempre bom ter alguém para te ajudar a crescer na fé. Lembre-se: a ideia bíblica é de união, e nunca de divisão. Na igreja nós estamos plenamente em comunhão com o seu corpo, devidamente ajustado e aperfeiçoado para o dia do arrebatamento.
                        Cristianismo sem igreja é outra religião: a religião individualista dos livres pensadores, eternamente em dúvida, incapazes de levar cativos seus pensamentos à obediência de Cristo. É bom ressaltar que uma igreja (pessoas unidas em um templo) é o desejo de Cristo. O que o diabo mais quer é fragmentar o corpo de Cristo. Uma igreja unida em oração, pregação e evangelização, é muito mais forte do que uma igreja dividida, vivendo e fazendo o que quer, e o pior sem nenhuma estratégia de como ganhar o mundo para Cristo.
                        Vale lembrar também, que a igreja neotestamentária sempre esteve unida: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações". Atos 2:42.
                        Pergunta: Seria melhor uma igreja dividida, ou todos unidos na igreja em prol uma só causa?
             
Deus abençoe a todos!


Referência Bibliográfica: NICODEMUS, AUGUSTUS. O  ateísmo cristão. ed. Mundão Cristão, 2011.

domingo, 4 de março de 2012

Até onde sou eu e a partir de onde é você?



Cada vez mais fica difícil pra nós separar um tempo pra refletir, analisar e ponderar nossas atitudes e a dos outros nas circuntâncias trazidas pelo curso natural da vida.

Uma coisa sou eu , outra coisa é o outro. E outra coisa, ainda, é o "todo".

A vida passa tão rápido que não percebemos como vamos adiquirindo novos hábitos, novas formas de ver e viver...tudo fica meio acelerado e atropelado.

Estava observando os caminhos do viver e percebi que o equilíbrio é, talvez, o bem mais precioso pra alcançar um nível de compreensão elevado da nossa jornada efêmera aqui na Terra.

Equilíbrio.

Uns são muito egoístas, outros muito altruístas, uns muito ativos, outros muito passivos, uns muito falantes, outros muito calados, uns muito ousados, outros muito tímidos, temerosos. Quando junta toda essa variedade de características humanas mais o excesso de indução midiática ao ativismo, mais nossa cobrança interna, mais a cobrança externa incluindo comparações com o(s) outro (s), nossa cabeça vai a mil e se você não souber exatamente quem você é em sua totalidade, vai acabar perdendo virtudes que não devia perder e ganhando defeitos que não deveria ganhar.

Quando eu era criança até uma certa parte da minha adolescência, eu podia ser considerada uma das garotas mais ativas e velozes do meu cotidiano. Fazia mil coisas ao mesmo tempo e não conseguia entender porquê o mundo era tão devagar. Chegav, inclusive, a machucar pessoas que tinham um ritmo diferente do meu.

Depois a vida me presenteou com pessoas que eram bem metódicas, suaves e de uma certa forma "lentas". Passei a observar que elas transmitiam serenidade, tranquilidade sem agressividade de tempo, sem a "pressão da pressa". Dava até agonia, às vezes. Porém, observei que a qualidade de vida dessas pessoas era diferente. Elas sabiam respeitar os próprios limites. Tinham a hora certa pra dormir, acordar, comer, estudar, planejar, visitar, executar, telefonar, malhar, e, contudo, parecia que nem tinham tanta coisa assim pra fazer porque o ritmo era suave. Eu ficava perguntando pra mim mesma: como esta pessoa consegue ser tão eficaz e lenta ao mesmo tempo?

Aí de pois de um bom tempo, notei que eu tinha deixado de andar em 120 Km pra andar em 40 Km, 60 Km. Opa! Extremos!

De um lado estava eu e minha velocidade. Do outro estava o outro e a velocidade dele. E em algum lugar ainda estava o "todo", ou seja, o que os outros dizem, o que a mídia diz, o que minha família diz, meus amigos, meu cônjugue, minha igreja, meu líder, meu chefe...aff!

Como encontrar a verdade e o equilíbrio no meio de tanta informação?

Primeiro, tem gente que vai morrer do jeito nasceu e ninguém muda isso, porque a pessoa, por algum motivo, nunca vai mudar, nem pra melhor, nem pra pior. Neste caso, eu devo respeitar o outro. E, se eu for esta pessoa, devo me respeitar, já que não quero mudar.

Segundo, se existe um interesse em atingir o equilíbrio, eu ajudo a encontrar tanto em mim, quanto no outro. Agora, o segredo está na compreensão desse ato, na hora em que ele acontece.

Na prática funciona assim: Quero fazer duas Pós-Graduações, mas não consigo dar conta nem do que já tenho pra fazer!

Extremo: Não faço nenhuma!, ou, Faço as duas e "Deus proverá" o que já tenho pra fazer!

Equilíbrio: Faço uma agora e a outra depois que terminar esta. Organizo meu tempo abrindo mão de alguns ladrões de tempo. E minha qualidade de vida aumentará.

Tem gente que tem várias graduações, pós, mestrado, etc.. e não sabe nem o básico da cada coisa que fez, porque, quando fez, estava envolvido em várias atividades ao mesmo tempo. As pessoas mais profundas e exímias que conheço, faziam uma coisa de cada vez ou até mais coisas de cada vez, de acordo com o tempo que tinham disponível pra determindada atividade.

Precisamos afiar o machado, e não aumentar as horas de trabalho na tentativa de cortar o maior número de árvores possível com o machado "cego".

Mas, se por algum motivo, alguém não quer o equilíbrio, no mínimo deve respeito a quem o quer!

Se andar em 100 Km/h é muito devagar, então assuma o risco de andar em 140, 160 Km/h sem machucar quem está no banco do passageiro, ou nos outros veículos da pista, afinal, não só tem a gente na estrada! Isso se chama MATURIDADE!


" Mas nós, que somos fortes, devemos suportar a fraqueza dos fracos e não agradar a nós mesmos" Rm 15.1.

Amo a cada um de vocês!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Casa de Mãe Joana


A expressão que dá título a esta postagem tem origem na língua portuguesa, e se tornou popular após uma condessa chamada Joana que viveu na epoca da baixa Idade Média fazer de sua vida uma bagunça pública que envolvia imoralidades em geral, incluindo a legalização de bórdeis em uma das cidades onde morou.

Pois é, sou conhecida pelas minha expressões fortes, então aqui está mais uma: o "meio", o "habitat" do povo evangélico virou a casa de mãe Joana. Note que não usei o termo "igreja", nem "corpo" exatamente para evitar que alguém diga que chamei a noiva de Cristo de casa de mãe Joana.

Igreja é igreja. Não tem endereço, nem nome, nem classe social, raça, etc. A Igreja é de Cristo está guardada por Ele, santificada por Ele, separada por Ele. A Igreja, eu diria, é a rede social mais antiga que ainda subsiste aos séculos. Nosso provedor é Deus. Nossa "internet" é o Espírito Santo e nossa língua é estranha pra esse mundo. Quando oramos em qualquer parte do mundo, estamos ligados por essa tecnologia do céu!

Mas o meio evangélico tá contaminado!

O que tem de drogado metido a cantor, pastor...o que tem de pessoas com problemas na área da sexualidade - sem estarem libertos - pregando, cantando, pastoreando... - meu Deus!

É gente sem história, sem igreja, sem pastor que aprendeu a sensibilizar a massa; aprendeu a falar linguas estranhas de "araque"; aprendeu tudo menos que Deus não se deixa escarnacer!

bibliaonline.com.br/acf/gl/6/7-8

Uma vez ouvi a Joyce Meyer dizer: uma coisa é uma pessoa se arrepender de sua vida pecaminosa outra coisa é colocar essa pessoa recém arrependida no altar! Jesus levou trinta anos pra começar seu ministerio, o Ap. Paulo passsou três anos "escondido nas Arábias" pra então passar pela aprovação dos Apóstolos em Jerusalém. Existem casos na Bíblia - como o da mulher samaritana que após seu encontro com Jesus ganhou sua cidade testemunhando - de pessoas "precoces" que pela urgência do Reino, Deus faz tudo numa velocidade maior na vida delas. São as exceções. Raríssimas, e que devem ser analisadas em especial.

Exceções a parte, vamos em frente.

Como alguém que não se libertou da prostituição, da maconha, das bebedices, pode estar a frente de uma multidão representando o povo de Deus e o próprio Deus?

Alguém me ajude a entender o que é que esse povo tá fazendo nos nossos altares? nos nossos eventos? no som do nosso carro, computador, celular?

Que vergonha!

Esses dias uma pessoa querida minha me pediu que colocasse uma pessoa querida dela na programação do Maceió de Joelhos e nossa resposta, como sempre, foi que iríamos orar. Fiquei preocupada com o nome pois quando perguntei a igreja da pessoa ela disse que a "benção" não tinha igreja. Poucos dias depois tomei conhecimento de que trata-se de alguém que ainda nem se libertou das drogas. Que situação!

Minha igreja não é perfeita porque eu também não sou e levo minha imperfeição pra lá, assim como meus outros irmãos, e nem por isso vou ficar de fora da igreja, pastoreando a mim mesma. Jesus Cristo disse: Pedro, tú me amas? então, apascenta as minhas ovelhas! Jesus não disse: me adore, levante as mãos, chore...Ele disse: cuide do meu povo! Veja como a igreja é importante pra Jesus! Digo mais, nem a igreja de Jerusalém era perfeita!

Quer enrolar amassa, enrole! Mas eu faço parte dos 7 mil. Ninguém me enrola com música bonita (quando é bonita), lágrimas ( até sinceras), nem com grito, línguas estranhas....eu quero história, raízes, preço!

Esse povo que gosta de queimar etapa e não sabe ficar sentado no banco da igreja pra aprender e ser servo, não merece púlpito de nenhuma igreja séria!

E pra quem estiver lendo e pensando que Sarah Farias é só um rostinho bonitinho gospel tentando ser certinha, vai conhecer minha história! Minhas músicas são Bíblia, Bíblia e Bíblia! Tenho respaldo pra denunciar lobo em pele de cordeiro querendo aparecer e brincar de ser crente!

Gosto de música boa, de unção, de grito, de silêncio, de glória, de lágrimas, de línguas estranhas, de alegria, de palmas, etc. Mas tudo isso sem vida, sem história, sem sem libertação, sem preço é lixo gospel!

Me poupe!
Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.

Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.
Gálatas 6:7-8
Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.

Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.
Gálatas 6:7-8


Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.

Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.
Gálatas 6:7-8


Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.

Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.
Gálatas 6:7-8
Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.

Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.
Gálatas 6:7-8

domingo, 11 de dezembro de 2011

Que Venha 2012


Olá meu povo!

Mais um MDJ (Maceió de Joelhos) se passou e a sensação de dever cumprido nos dá leveza e uma vontade de prosseguir para o alvo, ou melhor, para os próximos alvos. Pra quem trabalha no MDJ, tudo o que perguntam, a gente responde: depois do MDJ! Tipo: Vamos fazer isso? Vamos pra "tal" lugar? Vamos visitar fulano? Só depois do MDJ...é engraçado.

Este MDJ foi, de todos, o mais surpeendente pelo fato de Deus ter feito tudo e usado quem Ele quis para tal. Desde a autorização da Praça Multieventos até patrocinadores, inclusive detalhes da produção, Deus fez coisas que eu já nem tinha mais disposição para fazer. Nosso maior patrocínio veio de forma milagrosa. O coro de adolescentes e jovens ( pela primeira vez) se organizaram entre si e eu só participei do último ensaio com a minha banda e eles. A autorização foi negada semanas antes, quando já tínhamos uma declaração do órgão responsável liberando a data e o local. Participamos de uma reunião enfadonha, na qual ficou definido que não usaríamos a pça., pois a Secretaria de Cultura tinha pedido a mesma de boca, ou seja, sem um Protocolo formal como de praxe. Ao término da reunião, sem nós imaginarmos, uma pessoa de lá mesmo levou nosso processo para o Prefeito Cícero Almeida, em um racha de futebol, e este nos foi favorável ( justamente! Visto que tínhamos feito todos os trâmites legais e com antecedência).

Em 2012 tenho dois desafios: o novo CD "Novidade" e o DVD. Sou perfeccionista, e acredito que estou disposta a me envolver 100% em cada detalhe da produção, o que em 2010 ou 2011, possivelmente, eu não estaria. Meu desejo é poder fazer um DVD de alta qualidade com um grande espetáculo temperado com muita graça e glória. Se der tudo certo, faremos no ano que vem mas por enquanto só o CD já tem data pra execução.

Desde que Deus me deu a música "Novidade", em Setembro deste ano, a impressão que me vem é de que estou entrando em uma nova dispensação da minha vida. Assim que percebi "esta impressão" minha preocupação é: será que estou pronta? será que estou no nível que Deus gostaria que eu estivesse agora, neste exato momento? só em digitar esta informação pra vocês sinto como se os olhos dEle estivessem sobre mim, me observando...é incrível! Sempre que chega o segundo semestre eu fico meio tensa porque a agenda triplica, canto de sexta à domingo, às vezes de quinta à segunda, às vezes em dois ou mais lugares num dia, vêm as preparações para o MDJ..é um pesinho extra. Quando passa o MDJ vem a calmaria e logo chega Janeiro, o começo de um novo ano. É exatamente neste período que fico mais melâncólica, escondida e tento me aproximar mais do Pai.

Quero dizer uma coisa.

Não existe rotina quando você se relaciona com Deus. Hoje mesmo, eu estava desfazendo a mesa do almoço quando me bateu aquele desejo de orar, fiquei ouvindo a música How He Loves ( a que cantei no MDJ com o título de "Me Ama" cantado por Ana P. Valadão) enquanto organizava as coisas e sentindo a presença dEle e, em dado momento, não contive as lágrimas, falei em línguas e o Senhor me dizia: - as pessoas precisam disso pra vida delas não se tornar uma rotina! ..e Eu quero mais de você pra que elas entendam o que Eu digo. Logo, entendi que o mundo neutraliza nossos sentidos quando não os corrompe de vez ( Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. 2 Coríntios 11:3) e nos alegramos ao ouvir uma palavra, um louvor, mas passado aquele momento, nada fica. Quando, porém, entendemos o que Deus fala, aquele entendimento passa a coordenar seus sentidos de tal maneira que você ultrapassa as etapas da sua vida e pra cada etapa, Deus tem uma palavra nova, uma direção nova, uma promessa nova...

Entendimento. É isso. Estou buscando este entendimento para o meu tempo atual. O entendimento do passado serviu para o passado. Mas, pra agora? O que Deus tem a me dizer? O que quer que eu faça agora? que armas usarei agora? Qual a medida de oraçao? Existe uma medida. Deus sabe qual e vai nos informar no meio da nossa busca. Quando alcançamos a medida da oração de determinada etapa, geralmente já estamos bem no meio da Terra Prometida desfrutando do leite e do mel. Pensamos: Deus! Eu já cheguei? Não pode ser! Aí você se estabele ali, vive momentos de paz profunda, alegria profunda, satisfação profunda, até que Deus chega e diz: tem mais terra pra ser conquistada! Vai encarar? Aí , meu amigo, já é outra medida de acordo com o novo desafio. É só uma questão de entendimento e harmonia com este entendimento.

Que Venha 2012.